Eventos, Congressos e Campanhas

Setembro Verde - Conscientização do Câncer de Intestino - Colorretal

Sobre o Câncer Câncer Colorretal

Instituto Oncoguia –  American Cancer Society

O câncer do intestino grosso, chamado também câncer de cólon e reto ou câncer colorretal, é uma doença que atinge indistintamente homens e mulheres. 

Em sua maioria, o câncer colorretal se desenvolve gradativamente por uma alteração nas células que começam a crescer de forma desordenada sem apresentar qualquer sintoma. Por esse motivo, a detecção precoce é fundamental. 

Quanto mais cedo é diagnosticada, maiores as chances de cura da doença.

Diagnóstico do Câncer Colorretal

Os exames de rastreamento podem diagnosticar o câncer colorretal precocemente, quando ainda a possibilidade de cura é grande. Isso ocorre porque alguns pólipos ou tumores podem ser removidos antes de se transformarem em câncer. O rastreamento é o processo de detecção do câncer em pessoas assintomáticas.

Entretanto, o câncer colorretal é normalmente diagnosticado após o aparecimento dos sintomas, mas a maioria das pessoas com câncer colorretal inicial não possui sintomas da doença. É por isso que é importante realizar exames para o câncer colorretal antes de qualquer sintoma.

Histórico Clínico e Exame Físico

Durante a consulta o médico fará perguntas sobre seu histórico clínico, bem como de possíveis sintomas, para avaliar se alguma alteração possa sugerir um câncer colorretal.

Como parte do exame físico, o médico apalpará cuidadosamente seu abdome para sentir a presença de massas ou aumento de órgãos. Também pode ser realizado toque retal, para determinar se existem áreas anormais.

Se durante o exame o médico suspeitar de algo provavelmente solicitará mais exames para poder completar o diagnóstico.

Tratamentos do Câncer Colorretal

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. Um fator a considerar para a escolha dos tratamentos a serem utilizados, inclui o estado geral de saúde do paciente, os possíveis efeitos colaterais do tratamento, e a probabilidade de curar a doença, prolongar a vida, ou aliviar os sintomas.
Existem várias maneiras de tratar o câncer colorretal, dependendo do tipo e do estágio da doença:

- Tratamentos Locais. As terapias locais são aquelas que tratam o tumor sem afetar o resto do corpo, como cirurgia, radioterapia, ablação e embolização. Esses tratamentos são mais propensos a ser úteis para cânceres  em estágio inicial, embora também possam ser usados em algumas outras situações.

- Tratamentos Sistêmicos. O câncer colorretal também pode ser tratado com medicamentos que podem ser administrados por via oral ou diretamente na corrente sanguínea. Estes são denominados terapias sistêmicas porque podem atingir as células cancerígenas em qualquer lugar do corpo. Dependendo do tipo de câncer colorretal, diferentes tipos de terapias podem ser usadas, por exemplo, quimioterapia, terapia alvo ou imunoterapia.

Dependendo do estágio da doença e outros fatores, diferentes tipos de tratamento podem ser combinados simultaneamente ou realizados um após o outro.
Em função das opções de tratamento definidas para cada paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas, como gastroenterologista, cirurgião, oncologista e radioterapeuta. Mas, muitos outros poderão estar envolvidos durante o tratamento, como, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais de saúde.
Tomando decisões sobre o tratamento. É importante que todas as opções terapêuticas sejam discutidas com o médico, bem como seus possíveis efeitos colaterais, para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapte às suas necessidades.
Obtendo uma segunda opinião. É um direito seu procurar uma segunda opinião. Isso pode lhe trazer mais informações e ajudá-lo a se sentir mais confiante sobre o tratamento que escolher.
Pensando em participar de um estudo clínico. Em alguns casos, podem ser a única maneira para ter acesso a novos tratamentos. Ainda assim, estudos clínicos podem não ser adequados para todos. Se você quiser saber mais sobre os estudos clínicos que podem ser adequados para você, converse com seu médico.
Considerando métodos complementares e alternativos. Estes métodos podem incluir vitaminas, ervas e dietas especiais, ou outros métodos, como acupuntura ou massagem. Os métodos complementares se referem a tratamentos usados junto com seu atendimento médico regular. E os tratamentos alternativos são usados em vez do tratamento médico. Embora alguns destes métodos possam ser úteis para aliviar os sintomas ou ajudar você a se sentir melhor, muitos não foram comprovados cientificamente e não são recomendados. Converse com seu médico antes de iniciar qualquer terapia alternativa.
Escolhendo interromper o tratamento. Para algumas pessoas, quando os tratamentos não estão mais controlando o câncer, pode ser hora de pesar os benefícios e riscos de continuar a tentar novos tratamentos. Se você continuar (ou não) o tratamento, ainda há coisas que você pode fazer para ajudar a manter ou melhorar a sua qualidade de vida. Algumas pessoas, especialmente se a doença está avançada, podem não querer serem tratadas. Existem muitas razões pelas quais você pode decidir querer receber interromper o tratamento, mas é importante conversar com seus médicos antes de tomar essa decisão. Lembre-se de que mesmo se você optar por não tratar o câncer, você ainda pode receber cuidados de suporte para ajudar com a dor ou outros sintomas.

Dúvidas Frequentes sobre Colostomias

Posso usar qualquer tipo de bolsa?

Não. Procure utilizar uma bolsa coletora compatível com a sua ostomia e com sua condição física. As bolsas com placas duras podem ser apropriadas, por exemplo, para os que têm ostomia alta. Contudo, para os que têm ostomia baixa, essas placas costumam ferir a região próxima da dobra da virilha, no momento de sentar. Nesse caso, como essas dobras são constantes, essas placas costumam descolar com mais facilidade.

Onde posso conseguir as bolsas?

Nas grandes cidades, as bolsas podem ser encontradas nos Postos de Saúde e Hospitais das Prefeituras, que se destinem ao tratamento de pessoas ostomizadas e a distribuição das mesmas é gratuita. Além disso, às vezes, é possível encontrá-las nas grandes redes de farmácias e, principalmente, nas lojas de equipamentos médicos.

No interior e nas pequenas cidades, a situação é diferente, salvo raras exceções. Poucas Prefeituras fornecem as bolsas coletoras. As farmácias não têm interesse em vender esse tipo de produto, em decorrência do seu alto custo e do pouco número de consumidores, e às vezes vendem produtos de baixa qualidade comprometendo a saúde dos seus usuários. 

Quando isso acontecer, sugerimos os seguintes procedimentos:

 

  • Primeiramente, procure a Associação de Ostomizados mais próxima de sua cidade e veja como eles lhe podem ajudar. www.ostomizados.com/associacoes/associacoes.html
  • Se isso não for possível, consiga com seu estomaterapeuta ou médico um atestado que diga o tipo de cirurgia a que você foi submetido e o tipo e a quantidade de bolsas necessárias para o seu uso mensal.
  • Com a fotocópia (Xerox) de uma conta de luz e de sua carteira de identidade, procure a Assistente Social de seu Município e veja como fazer um pedido administrativo para o fornecimento das bolsas que necessita.
  • Em caso do Município não atender ao seu pedido, procure o Promotor Público de sua cidade e peça orientação e ajuda.
  • Se for necessário, ingresse na Justiça com uma ação de nome "Obrigação de fazer contra a Prefeitura, por meio de um Advogado ou do Defensor Público de sua cidade.
  • Tente organizar uma Associação de Ostomizados para dar mais força aos pedidos dos portadores de ostomias da sua localidade.


Onde posso obter informações sobre assuntos de interesse dos ostomizados?

Se no Hospital onde foi realizada a sua ostomia não tiver um estomaterapeuta, procure a assistente social e solicite o endereço dos locais de atendimento destinados à população ostomizada em sua cidade. Atualmente, os ostomizados estão organizados ou se organizando em Associações ou Núcleos de Ostomizados, em todas as regiões do Brasil.

Tenho feridas na pele próxima ao estoma. Isso é normal?

Não. Procure imediatamente seu médico ou um estomaterapeuta. Esse é o profissional especializado no trato dos problemas com ostomias. Se isso não for possível, em caráter de emergência, procure adotar os seguintes procedimentos:

 

  • Use bolsas coletoras de boa qualidade. A cola de algumas placas das bolsas nem sempre é antialérgica e dura menos do que bolsas de boa qualidade. Isso aumenta o número de trocas, o que pode contribuir para o aparecimento de lesões na pele da região do estoma.
  • Evite trocas desnecessárias da bolsa, procurando descobrir a sua vida útil.
  • Não molhe a bolsa durante o banho, isso compromete sua vida útil e contribui para o aparecimento de lesões.
  • Fique atento aos vazamentos, ou seja, as infiltrações de líquidos pelas laterais das placas. Isso coloca a pele da região em contato com as fezes ou com a urina que é ácida e pode produzir coceira, irritação e até lesões na pele.
  • Antes de colocar a bolsa, com um pedacinho de algodão ou algo similar, aplique um pouco de clara de ovo sob a pele onde fica a placa, em volta do estoma. Depois, abane para secar e formar uma película protetora. Essa película costuma ajudar na regeneração da pele.
  • Não use pomadas ou cremes sem a indicação e orientação de um médico.


Sinto muita coceira na região do estoma. Isso é normal?

Se a coceira é muito intensa e provoca muito desconforto, certamente, esse é sinal do início de um processo alérgico na pele. Nesse caso, procure um estomaterapeuta e solicite orientação. Existem, outras situações que provocam coceiras, como:

 

  • Bolsas coletoras de baixa qualidade.
  • Infiltrações.
  • Corte do furo da placa muito maior do que o diâmetro do estoma.
  • Trocas constantes e uso de bolsas diferentes.
  • Quando a pele em volta do estoma se adapta a uma determinada marca de bolsa, ao ponto que na troca por outra marca, novo período de adaptação é necessário.
  • O funcionamento do intestino transfere para a musculatura do abdome, próxima ao estoma, as vibrações produzidas pelos movimentos peristálticos. Isso produz uma ligeira coceira nessa região. 


Sinto uma forte repulsa em relação a minha ostomia. O que fazer?

O seu corpo sofreu uma alteração anatômica importante e você precisa se acostumar com isso. Cada pessoa reage de forma diferente diante dessa nova condição. Se isso perdurar, a ponto de lhe provocar sofrimento adicional, procure ajuda psicológica. Tenha paciência, tudo vai dar certo! Lembre-se que você venceu um desafio muito maior, quando se submeteu a ostomia.

Como tomar banho com a bolsa sem que ela se descole ou se danifique?

A maioria dos ostomizados protege a bolsa usando um plástico e fitas adesivas para aumentar a sua durabilidade e para preservar a pele ao redor do estoma. Essa prática é desconfortável, mas necessária. 

Qual é a melhor posição para se colocar a bolsa, em pé ou deitado?

A melhor posição para o próprio ostomizado trocar à bolsa é em pé. Quando deitados temos uma visão reduzida do estoma. 

Que tipo de roupas deve-se usar?

Podem-se usar, praticamente, todas as roupas que se usava antes da cirurgia. Contudo, sugere-se o uso de roupas leves sobre o estoma. As pessoas que têm estomas na linha da cintura devem evitar calças compridas pesadas para que não provoquem danos à bolsa ou, acidentalmente, ao próprio estoma. As roupas devem ser preferencialmente, confortáveis. 

Como evitar que a bolsa coletora fique balançando no abdome dando a sensação que vai se soltar a qualquer momento?

Infelizmente, a solução desse problema não pode ser igual para todos. Ela depende da posição do estoma em cada pessoa. 

O que fazer quando sair de casa?

Ao sair de casa leve material para troca: lenços ou pano limpo, placa, bolsa e grampo. O ideal é levar a placa já cortada para facilitar a troca.

Eu poderei usar as mesmas roupas que usava antes da cirurgia?

Sim. Após a cirurgia muitas pessoas se preocupam com a possibilidade de que a bolsa seja notada por baixo da roupa. O fato é que as bolsas são finas e ficam bem ajustadas ao corpo. Ao escolher roupas deve-se tomar cuidado para que elas não façam pressão sobre o estoma.

Eu poderei praticar algum esporte?

Sim. É importante destacar que cada pessoa recupera-se de forma diferente, então o retorno a prática esportiva dependerá da cicatrização. As restrições ao esporte não são muitas, porém esportes de contato devem ser evitados pelo risco de agressão ao estoma. Além disso, o levantamento de peso excessivo também deve ser evitado para prevenção de hérnias. Durante a prática esportiva é recomendável a utilização de um cinto ou cinta para manter a bolsa mais segura. A natação pode ser praticada, pois a bolsa e a placa são impermeáveis à água. Antes de nadar deve-se esvaziar a bolsa.

Quando poderei retornar ao trabalho?

O retorno ao trabalho depende do tipo de cirurgia realizada. O período de afastamento do trabalho é determinado pelo médico. Quando retornar lembre-se sempre de levar equipamento para troca de emergência.

Eu poderei viajar?

Após a liberação médica não há impedimento quanto a viagens. Para facilitar o cuidado com o estoma alguns pontos devem ser mencionados: determine a quantidade de equipamentos necessários de acordo com a duração da viagem. O ideal é que a quantidade inicialmente determinada seja multiplicada por dois, pois podem ocorrer imprevistos como aumento nos movimentos intestinais ou dificuldade de aquisição de equipamentos. Na viagem leve pelo menos material para uma troca na bagagem de mão, mantendo-a sempre acessível. Evite exposição do material a temperaturas elevadas, pois pode alterar a qualidade da placa.

Como será minha atividade sexual?

Uma vez que ocorreu a cicatrização da cirurgia você poderá retornar à atividade sexual. É natural que logo após a cirurgia o desejo sexual diminua, portanto deve ser discutido com seu parceiro (a) o momento ideal de retorno à atividade sexual. Antes da atividade sexual esvazie a bolsa. 

As mulheres podem utilizar um espartilho, e os homens podem utilizar faixa abdominal para deixar a bolsa menos aparente e mais segura durante o ato sexual. 

Utilizar uma bolsa fechada (não drenável) de menor capacidade pode ser mais confortável. Para aumentar o conforto pode ser utilizada uma bolsa de tecido para evitar o atrito da bolsa plástica e a visualização do conteúdo da bolsa.