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Agosto Dourado: A importância da amamentação para a vida dos bebês

31 RAZÕES PARA AMAMENTAR - uma para cada dia do mês dourado

1. A amamentação diminui a mortalidade de crianças. 

Estimativas recentes sugerem que a amamentação, se fosse ampliada para níveis quase universais, poderia prevenir cerca de 12% das mortes de crianças menores de 5 anos a cada ano, ou cerca de 820.000 mortes em países de média e baixa renda.  

2. A amamentação exclusiva protege contra mortes infantis causadas por doenças infecciosas.

Crianças menores de 6 meses amamentadas exclusivamente tem risco 41% menor de morrer que as crianças em aleitamento materno predominante, 78% menor que as em aleitamento materno parcial e 88% menor que as não amamentadas.

3. A amamentação diminui o risco da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

As crianças amamentadas têm risco 36% menor de serem vítimas da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

4. A amamentação poderia prevenir mais da metade dos episódios de diarreia.

As crianças amamentadas possuem menos risco de ter diarreia:redução de 63% em menores de 6 meses e de 54% em crianças entre 6 meses e 5 anos,quando comparadas com crianças não amamentadas ou amamentadas por um período menor.

5. A amamentação não só previne o aparecimento de episódios de diarreia, como também diminui a gravidade da doença.

Mais de dois terços das internações hospitalares por diarreia em crianças menores de 5 anos (72%) poderiam ser prevenidas com a amamentação.

6. A amamentação poderia prevenir um terço das infecções respiratórias nos 2 primeiros anos de vida.

Crianças amamentadas menores de 2 anos tem um risco 32% menor de adquirir infecção respiratória baixa quando comparadas com crianças não amamentadas ou amamentadas por um período menor.

7. Crianças amamentadas têm menos internações por infecção respiratória baixa nos primeiros 2 anos de vida.

Mais da metade das internações por infecções respiratórias baixas (57%) em crianças menores de 2 anos poderiam ser evitadas pelo aleitamento materno.

8. A amamentação protege contra hospitalização por bronquiolite.

As crianças amamentadas por menos de 1 mês tiveram risco 7 vezes maior de serem hospitalizadas por bronquiolite aguda nos primeiros 3 meses de vida.

9. A amamentação protege contra otite média aguda nos primeiros 2 anos de vida.

A amamentação reduz  em  33% o risco de otite média aguda nos primeiros 2 anos de vida.

10. A amamentação protege contra rinite alérgica nos primeiros 5 anos de vida.

A amamentação reduz em 21% o risco de rinite alérgica nos primeiros 5 anos de vida.

11. A amamentação exclusiva protege contra eczema.

Crianças amamentadas exclusivamente por mais de 3-4 meses têm risco 26% menor de apresentar eczema nos primeiros 2 anos de vida.

12. O aleitamento materno protege contra enterocolite necrosante

Recém-nascidos alimentados com leite materno têm risco 58% menor de desenvolver entrerocolite necrosante.

13. A amamentação protege contra leucemia na infância.

As crianças amamentadas por 6 meses ou mais, quando comparadas com as que mamampor menos tempo ou não são amamentadas,têm risco 20% menor de apresentar leucemia.

14. O aleitamento materno está associado com melhor desempenho nos testes de inteligência em crianças e adolescentes.

Estima-se que crianças amamentadas possuam quociente de inteligência (QI) 3,4 pontos maior na infância e adolescência do que o de crianças não amamentadas. Indivíduos amamentados por 12 meses ou mais apresentaram, aos 30 anos de idade, QI até 3,8  pontos mais elevado quando comparados àqueles amamentados por menos de 1 mês.

15. A criança amamentada é mais estimulada.

As mães que amamentam gastam significativamente mais horas por semana alimentando, carregando, segurando, acalmando ou cuidando da criança.

16. O aleitamento materno está associado com maior escolaridade.

Indivíduos amamentados por mais de 1 ano, quando comparados com os amamentados por menos de 1 mês, apresentaram aproximadamente 1 ano a mais de escolaridade.

17. Indivíduos amamentados possuem maior renda na idade adulta.

Indivíduos amamentados por mais de 1 ano, quando comparados com os amamentados por menos de 1mês, apresentaram renda maior, em torno de R$350,00, na idade adulta. O QI foi responsável por 72% dos efeitos da amamentação sobre a renda.

18. A amamentação reduz maloclusões na dentição descídua.

Dois terços das maloclusões em crianças com dentição descídua poderiam ser evitadas com a amamentação.

19. O aleitamento materno tem efeito positivo na qualidade da mastigação de pré-escolares.

Crianças amamentadas por 12 meses ou mais apresentam melhor função da mastigação quando comparadas com crianças que amamentam por menor período.

 20. O aleitamento materno protege contra sobrepeso/obesidade.

O aleitamento materno poderia reduzir em 26% o risco de sobrepeso/obesidade na infância, adolescência e idade adulta.

21. Crianças amamentadas têm risco diminuído de diabetes tipo 2.

O aleitamento materno poderia reduzir em 35% o risco de diabetes tipo 2 na infância, adolescência e idadeadulta.

22. A amamentação previne o câncer de mama. 

Estima-se que o risco de contrair carcinoma de mama seja 22% menor para as mulheres que amamentaram quando comparadas às que nunca amamentaram, com evidente efeito dose-resposta: redução de 7% em mulheres que amamentaram por um período total menor que 6 meses, de 9% naquelas que amamentaram de 6 a 12 meses e de 26% nas que amamentaram por mais de 12 meses.

23. A amamentação aumenta a sobrevida em mulheres com câncer de mama. 

As mulheres submetidas a cirurgia por câncer de mama que nunca amamentaram ou que amamentaram por 6 ou menos meses tiveram um risco quase 3 vezes maior de morrer pela doença quando comparadas com as que tiveram uma história de amamentação maior que 6 meses. Estima-se que 19.464 mortes anuais por câncer de mama são prevenidas com as atuais taxas de aleitamento materno e que um adicional de 22.216 mortes poderiam ser prevenidas se a duração do aleitamento materno fosse de pelo menos 12 meses nos países desenvolvidos e de 24 meses nos de média e baixa renda.

24. As mulheres que amamentam têm menor risco de câncer de ovário.

O risco de contrair câncer de ovário poderia ser reduzido em 30% se as mulheres amamentassem por mais tempo. Estima-se que para cada mês de amamentação haveria uma redução de 2% no risco de contrair a doença.

25. A amamentação protege contra o carcinoma de endométrio.

As mulheres que amamentam tem risco 11% menor de desenvolver câncer de endométrio quando comparadas as que nunca amamentaram. Maior duração da amamentação por criança tem associação com menor risco da doença.

26. A amamentação está associada com menor risco de diabetes tipo 2 na mulher.

O risco de contrair diabetes poderia ser reduzido em 32% se as mulheres amamentassem por mais tempo. Estima-se redução de 9% para cada ano de amamentação.

27. O aleitamento materno exclusivo está associado à diminuição da recorrência de enxaqueca nas lactantes no pós-parto.

As mulheres com enxaqueca antes da gestação e que estavam amamentando exclusivamente tiveram diminuição da recorrência da enxaqueca, com ou sem aura, com 1 e 4 semanas pós-parto.

28. A amamentação tem importante impacto na economia.

Estima-se que a ampliação em 10% nas taxas de aleitamento materno exclusivo até 6 meses ou de amamentação continuada até 12 ou 24 meses poderia reduzir em pelo menos 1,8 milhão de dólares os custos anuais com tratamentos de doenças em crianças no Brasil. E se os índices atuais de AM subisse para 90%, a economia seria da ordem de 6 milhões.

29. O aleitamento materno contribui para a equidade.

O aleitamento materno é um dos poucos comportamentos positivos em saúde que é mais prevalente entre os pobres.

30. O aleitamento materno contribui para a sustentabilidade ambiental e segurança alimentar.

O leite materno é uma alimento natural, renovável, que não causa dano ao meio ambiente, produzido e disponibilizado ao consumidor sem poluição, empacotamento ou lixo.

31. A amamentação promove a microbiota intestinal saudável.

Os oligossacarídeos presentes no leite materno são fundamentais para a manutenção de um microbioma saudável na criança, importante para a sua imunidade e também para o desenvolvimento cerebral. 

Sociedade Brasileira de Pediatria