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A Gilead do Brasil refuta as acusações de prática abusiva de preços e exploração indevida da patente

A Gilead do Brasil refuta as acusações de prática abusiva de preços e exploração indevida da patente

Recentemente alguns veículos de imprensa repercutiram a notícia da concessão da patente do sofosbuvir, medicamento inovador desenvolvido pela Gilead para o tratamento da Hepatite C .

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou nesta terça-feira 18 de setembro de 2018 a decisão de conceder a patente do medicamento sofosbuvir nome comercial SOLVADI remédio utilizado no tratamento contra hepatite C, para a Industria Gilead Pharmasset

Nas matérias publicadas não constavam informações sobre novas e mais atuais gerações de medicamentos desenvolvidas e oferecidas pela Gilead ao governo brasileiro, para tratamento da mesma doença, a valores inferiores aos que estavam sendo discutidos. Afim de esclarecer o assunto, a empresa emitiu uma nota que segue abaixo.

Nota de esclarecimento aos brasileiros 

A Gilead do Brasil refuta todas as acusações de prática abusiva de preços e exploração indevida da patente, conforme veiculado na imprensa. Acreditamos fortemente no caráter inovador dos nossos medicamentos e confiamos que os pedidos de patente do sofosbuvir atendem a todos os requisitos técnicos e legais necessários a sua concessão.

A Gilead vem mantendo negociações com o Ministério da Saúde visando oferecer as melhores opções de tratamento para Hepatite C, que farão com que o Plano de Eliminação da doença lançado pelo governo brasileiro torne-se uma realidade.

O Ministério da Saúde tem em suas mãos uma proposta em que a Gilead oferece suas novas tecnologias no tratamento da doença, os medicamentos Harvoni e Epclusa, a preços inferiores ao sofosbuvir genérico, portanto menor do que os U$ 1.506,00 por tratamento ofertados por Fiocruz e Blanver.

Para que se obtenha um resultado eficaz no tratamento, o sofosbuvir deve ser combinado com um segundo medicamento, o daclatasvir. Esse regime é conhecido como a primeira geração de tratamentos a base de sofosbuvir. Tal tratamento exige a tomada de 2 comprimidos diários, demandando a necessidade de testes prévios de genotipagem e grau de fibrose do fígado para determinar o tempo de tratamento, que pode chegar a 24 semanas (6 meses) para alguns pacientes.

Já o tratamento de terceira geração da Gilead, denominado Epclusa, simplifica grande parte do processo de diagnóstico da doença, pois elimina a necessidade da realização dos testes mencionados acima. Além disso, o tratamento consiste na tomada de apenas um comprimido diário por 12 semanas (3 meses) para todo e qualquer paciente.

A adoção de um regime simplificado para tratar a doença é chave para o sucesso do Plano de Eliminação, pois facilita o acesso ao medicamento, visto a possibilidade de se expandir o tratamento por médicos não especialistas, bem como a logística da sua distribuição, atingindo assim um grande número de pacientes por todas as regiões do país.

É importante mencionar a parceria que vem sendo construída com o governo desde o lançamento do Sovaldi (sofosbuvir) no Brasil, pois a Gilead vem aplicando descontos progressivos (e acima de 90% em relação ao preço de referência do medicamento), possibilitando cada vez mais a ampliação do seu acesso.

Lembramos que para a Gilead, a concessão de patentes equivale ao reconhecimento da inovação dos seus medicamentos e nada tem a ver com prática abusiva de preços ou monopólio do mercado. Por conta disso é que a própria Gilead estabeleceu parceria com o laboratório público LAFEPE para transferir a tecnologia de produção de uma versão genérica e 100% nacional do sofosbuvir.

Gilead do Brasil

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